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domingo, agosto 28, 2011

A Física sendo produzida em Cuiabá


sexta-feira, agosto 12, 2011

Ver a cidade se acender




O que não se faz por amor? Quantas loucuras, bobagens e atos sublimes o amor inspira...

Mas, é claro, há também o outro lado, algo esquecido, que é o das loucuras, bobagens e atos sublimes que são feitos quando não se tem alguém por perto para amar. Eu, por exemplo, sozinho estes dias e em férias, me senti totalmente sem saber o que fazer de mim. Então, por pura falta do que fazer, me peguei pensando em fundamentos da física...

Alunos do ensino médio já devem ter ouvido falar de Isaac Newton, cientista inglês do século XVII, e das três leis do movimento formuladas por ele. O que, em geral, os alunos não ouvem são comentários sobre o que significam as leis de Newton.

É fácil e intuitivo entender que os corpos, de uma forma geral, tendem a permanecer como estão, ou seja, se algo está parado esse algo tende a permanecer parado se ninguém mexer com ele. A grande "sacada" de Newton foi perceber que se um corpo estiver em movimento ele também vai tender a continuar em movimento - isso não é intuitivo, pois, no mundo em que vivemos, as coisas não ficam se movendo para sempre: em geral, elas param. O que Newton percebeu foi que mesmo para fazer o movimento de um corpo acabar é preciso mexer com o corpo, interagir com ele, e a natureza costuma fazer isso, através do atrito, por exemplo. Assim, do mesmo modo que para tirar um corpo do repouso é preciso agir sobre ele, para parar um corpo, ou diminuir sua velocidade, também é preciso agir sobre ele. Essa é a lei da inércia.

Bem, Newton percebeu, assim, que, quando se interage com um corpo, pode-se alterar não só sua posição, mas principalmente sua velocidade. A velocidade é que importa, junto com a massa do corpo: corpos mais massivos são mais difíceis de parar ou mover que corpos leves. Da união dessas duas idéias é que sai a noção de quantidade de movimento, que é uma quantidade construída pelo produto da massa e da velocidade de um corpo.

O próximo passo natural é pensar no que pode alterar a quantidade de movimento: Newton pensou que para haver alteração da quantidade de movimento deve haver algo chamado força agindo no corpo. Ou seja, o conceito de força é algo que Newton "inventou" - ou definiu - como sendo qualquer coisa que causa mudança na quantidade de movimento. Como normalmente a massa de um corpo não muda, é mais comum que a quantidade de movimento se altere por uma alteração na velocidade do corpo, e uma alteração de velocidade é conhecida como aceleração. Logo, a segunda lei de Newton é geralmente conhecida como dizendo apenas "força é igual a massa vezes aceleração".

A aceleração, entretanto, é mais que uma mudança da velocidade. A velocidade pode ser definida como mudança de posição: se algo se move, esse algo tem alguma velocidade. Mesmo algo que não se move tem velocidade, só que nesse caso ela é zero. Assim, a aceleração é uma mudança "dobrada" da posição - em termos matemáticos, a aceleração é a segunda derivada da posição. Ou seja, uma força é algo que, em geral, está ligado a uma segunda derivada da posição.

É importante lembrar que a velocidade pode mudar em quantidade e em direção. Se você estava indo para a frente a 60 por hora, e de repente, faz ma curva para algum lado, ainda a 60 por hora, você alterou sua velocidade, e sofreu uma aceleração. Ou seja, há uma força envolvida também em mudanças de direção.

Os planetas do sistema solar, como a Terra, se movem ao redor do Sol, em trajetórias curvas. Portanto, os planetas estão constantemente se movendo e mudando de direção, voltando ao ponto de onde saíram depois de um "ano" (depois de uma órbita completa ao redor do Sol), mas se movendo sempre, com uma certa aceleração. A força ligada a essa aceleração é a gravidade.

A relatividade geral, criada pelo alemão Albert Einstein no início do século XX, muda um pouco essa descrição da gravidade. O que Einstein notou é que não é a segunda derivada da posição (ou seja, a aceleração) que é importante para uma descrição da gravidade, mas sim a segunda derivada de uma outra quantidade, ligada à geometria.

A posição de um corpo num determinado local tem que ser medida a partir de um ponto de referência, chamado de origem, e essa medida pode ser escrita como "tantos metros de distância da origem na direção tal". A distância entre dois corpos independe da minha escolha de origem ou da direção em que eles estão da origem: essa distância só depende da posição relativa dos dois corpos. Pois bem, a distância entre dois corpos depende de uma quantidade geométrica chamada de métrica, que indica como é o espaço entre os dois corpos: se o espaço entre eles é curvo, como é a superfície da Terra, a métrica é uma, ao passo que se o espaço entre eles é plano, como numa folha de papel, a métrica é outra.

O que Einstein entendeu é que a gravidade está ligada à segunda derivada da métrica, e não da posição, e que essa ligação não é simples como é a ligação entre a força e a aceleração. No fundo, isso significa que a gravidade está ligada com a geometria do espaço e do tempo. Em outras palavras, a gravidade está ligada com a curvatura do espaço-tempo e, nesse sentido, não é uma força como as outras: esse é o espírito da relatividade geral.

Embora a descrição da gravidade feita por Einstein explique muita coisa, especialmente na região do sistema solar (a órbita de Mercúrio, por exemplo, só é explicada adequadamente quando se usa a gravidade de Einstein), ela parece falhar quando se trata de explicar o movimento das estrelas na periferia das galáxias, por exemplo. Para que ela funcione a contento nessa região, é preciso supor que exista uma quantidade de matéria lá que não é visível, a não ser por sua aparente influência no movimento das estrelas - é a assim chamada matéria escura.

O que eu me peguei pensando estes dias é que isso pode ser só um truque da nossa visão de mundo. Não parece haver matéria escura no sistema solar (ela não é necessária para explicar o movimento dos nossos planetas vizinhos), mas talvez haja tanta matéria escura aqui como em qualquer outro lugar, em média, e essa quantidade pode ser nenhuma. O que pode estar acontecendo é que a relatividade geral - ou outras teorias "alternativas" da gravidade - pode não estar considerando adequadamente o status do observador.

E o que eu quero dizer com status do observador? Vou fazer uma analogia com o magnetismo: para haver um campo magnético é preciso haver elétrons se movendo. O magnetismo é um "resíduo" da movimentação dos elétrons. Alguém montado num elétron poderia, ao menos em princípio, ter dificuldade em perceber que esse seu elétron se move, do mesmo modo que nós, humanos, tivemos, por séculos, dificuldades em perceber que a Terra se movia, e assim poderia ter dificuldades para conhecer a força magnética e associá-la aos elétrons em movimento. Mas se esse alguém olhasse para outros sistemas de elétrons em movimento poderia perceber que algo diferente acontece lá, e seria talvez tentado a postular a existência de elétrons não visíveis lá longe.

O que eu quero dizer, portanto, é que pode ser que a nossa movimentação no sistema solar não permita percebermos a força da gravidade como ela é, ao nosso redor, assim como um hipotético observador montado num elétron não perceberia de imediato o magnetismo acontecendo ao seu redor causado pela movimentação desse elétron. Confuso?

Bem, bem, são apenas especulações de uma mente solitária, só isso e nada mais: não faço a menor idéia de como expressar isso matematicamente, ou se o que eu escrevi acima faz sentido logicamente. Estou sozinho e faz calor nesta cidade de milhões de almas: só me resta achar como passar o tempo...


dedalus-atlas

[A formação e a estrutura do universo são resultado da força da gravidade.
A imagem acima, captada pelo Telescópio Espacial Spitzer,
mostra galáxias de várias formas e tamanhos (imagem: Nasa/JPL-Caltech).]

sexta-feira, outubro 01, 2010

Uma revolução intelectual

O texto abaixo é um pouco grande, porém a todos os que tem grande interesse pela ciência de um modo geral, penso que vale a pena ler as idéias expostas de forma clara sobre o que acontece na parte de baixo do globo, mais precisamente na America do sul.


Do Blog do Nassif

Na segunda metade do Século XX, o físico norte-americano, Thomas Kuhn, e o químico russo, Ilya Prigogine, revolucionaram a epistemologia e a história da ciência, colocando uma pá de cal sobre a visão positivista do conhecimento e colocando um ponto de interrogação definitivo sobre todas as teorias mecanicistas e deterministas a respeito do mundo físico, do cosmos e das sociedades humanas. Para Thomas Kuhn, o avanço da ciência não é acumulativo, nem se dá de forma linear e contínua. Pelo contrário, se dá de forma descontínua e por meio de grandes rupturas, ou "revoluções científicas", que assinalam um momento de "mudança de paradigmas", que são definidos por Kuhn como uma maneira particular de olhar o mundo, que articula de forma coerente problemas, conceitos, métodos de pesquisa e critérios de verdade, que só são válidos dentro de determinadas comunidades específicas, e durante períodos determinados de tempo. Por outro lado, Ilya Prigogine se rebelou contra o determinismo e o mecanicismo das teorias de Isaac Newton e Albert Einstein e demonstrou que a irreversibilidade do tempo, a desordem e a incerteza são elementos essenciais e construtivos, do mundo físico e biológico. Ou seja: Kuhn defende a historicidade da ciência e dos seus critérios de verdade e Prigogine defende a importância da "flecha do tempo" e das "escolhas", para a construção do futuro de um universo físico e de uma sociedade humana, que são rigorosamente imprevisíveis.

Por analogia, também é possível falar da existência de "paradigmas", e de "revoluções intelectuais", no campo do pensamento social, onde se formam e se transformam os valores, conceitos e critérios de verdade que as sociedades humanas utilizam para interpretar o seu passado e o seu presente, e para decodificar e responder às incertezas do seu futuro. São modelos, enfoques e crenças que atravessam o pensamento acadêmico e o pensamento político - de esquerda e de direita - e também fazem parte do senso comum e da formação da opinião publica. Esses "paradigmas sociais", também são válidos apenas para certas comunidades específicas, e durante um certo período, por mais longo que ele possa vir a ser. Com o passar do tempo e das mudanças sociais, entretanto, esses paradigmas "societários" perdem fôlego, se esclerosam, e acabam sendo superados por novas "visões do mundo", mais capazes de compreender e enfrentar os desafios criados pela chegada do futuro.

bPois bem: tudo indica que a América Latina e o Brasil estão vivendo um desses momentos de "revolução intelectual", e de mudança da sua forma de olhar para si mesmo e para o mundo. De um lado, o que se vê, é um "paradigma intelectual" em franco declínio, incluindo algumas ideias e teorias de esquerda e de direita, que já não dão conta das transformações do continente, e do Brasil, em particular. Seus conceitos e seus debates parecem velhos e repetitivos e por isso filtram as novidades trazidas pelo futuro de forma extremamente reativa, defensiva e medrosa. Alguns "intelectuais orgânicos" desse velho modelo vivem fascinados pela ideia do "fim", seja da democracia, do capitalismo, das espécies, ou da própria terra; outros, estão sempre lamentando as "imperfeições constitutivas" da sociedade latino-americana, tão distantes dos seus modelos ideais de sociedade civil, de classe social, de partido político, ou mesmo, de estado e de capitalismo. E quase todos vivem atormentados com medo do populismo, do corporativismo, do nacional-desenvolvimentismo, do estatismo, entre tantos outros fantasmas do passado. Sem se dar conta que esses conceitos e algumas de suas velhas teorias sociológicas e econômicas perderam aderência aos fatos e já não demonstram nenhuma eficácia como ferramentas analíticas e como instrumentos estratégicos, voltados para a construção do futuro.

Apesar disso, entretanto, ainda não se pode falar do aparecimento e da existência de novas teorias consistentes, e o próprio continente latino-americano ainda não superou alguns de seus grandes desafios sociais e econômicos. Mas com certeza já se pode falar de uma "revolução intelectual" e de um novo "paradigma", porque já se consolidou uma nova maneira do continente olhar para si mesmo, para o mundo e para os seus desafios, assumidos como oportunidades e como escolhas, que devem ser feitas a partir de sua própria identidade e de seus próprios interesses.

Jean Paul Sartre disse que "era mais fácil ser escravo do que senhor", e talvez, de fato, seja mais fácil pensar como escravo, do que como senhor. Mas depois desta "revolução intelectual" da America Latina já não há mais necessidade de ninguém seguir pensando como escravo, ou mesmo como aluno primário das "civilizações superiores".

José Luís Fiori é professor titular e coordenador do Programa de Pós-Graduação em Economia Política Internacional da UFRJ, e autor do livro "O Poder Global", da Editora Boitempo, 2007. Escreve mensalmente às quartas-feiras.

domingo, setembro 26, 2010

Deus, dai-me forças...

Um pouco de força nunca é demais, e assim será a força dada por um dos deuses da Física, que podem ser qualquer um dos gênios tais como Einstein, Dirac, etc.




sexta-feira, abril 09, 2010

O homem só utiliza 10% da capacidade do cérebro


Um fator que certamente alimentou a propagação deste mito é o fato de que ele proporciona uma explicação "científica" para a suposta capacidade psíquica ou paranormal de certas pessoas. Enquanto os meros mortais utilizam somente 10% de seu cérebro, algumas pessoas teriam a capacidade (inata ou desenvolvida) de utilizar os 90% restantes, desenvolvendo poderes mentais muito além do geralmente aceito pela ciência. O mesmo argumento é às vezes empregado na propaganda de técnicas ou cursos de desenvolvimento mental que garantem, por exemplo, a obtenção de uma incrível capacidade de memorização.

Infelizmente, por mais que esta idéia inspire nobres esforços em busca do auto-aperfeiçoamento, sabe-se que, apesar de a evolução ter gerado uma certa redundância nos circuitos do cérebro, ele é usado por completo. Diversas técnicas empregadas pela neurociência moderna (tomografia, ressonância magnética, etc) mostram que não existem áreas inativas no cérebro. Como determinadas funções são concentradas em áreas específicas do cerébro, pode ocorrer que em um dado momento uma certa função (e sua região cerebral correspondente) não esteja sendo utilizada. Isto é, não utilizamos 100% do nosso cérebro durante 100% do tempo, mas utilizamos todo o cérebro ao longo de nossas diversas atividades normais.

Mesmo sem o conhecimento destes fatos, não seria muito dificil identificar a falsidade deste mito. Afinal de contas, se a maioria das pessoas deixassem 90% de seu cérebro ociosos, um traumatismo craniano que envolvesse a perda de massa cerebral não seria algo tão grave a não ser que a vítima tivesse o grande azar de perder os 10% importantes. Alguém já viu um médico dizer para a família de uma vítima de um tiro na cabeça, "Seu filho teve sorte, a bala atingiu uma área ociosa do cérebro... "?. Da mesma forma, 90% dos tumores de cérebro seriam facilmente resolvidos, podendo a área afetada ser retirada sem maiores problemas.

Alguém poderia argumentar que os 10% referem-se não ao volume do cérebro, mas a algum índice de atividade (como sua velocidade de processamento ou capacidade de armazenamento). Entretanto, não se conhece nenhuma técnica para a determinação de um limite teórico para estes processos, de forma que seja possível determinar a eficiência do cérebro de uma pessoa em particular. Assim, qualquer quantificação desta eficiência seria nada mais que um "chute", sem qualquer sentido real.

A origem exata deste mito é desconhecida, mas provavelmente deriva da interpretação errônea das primeiras pesquisas sobre o funcionamento do cérebro, no início do século XX. Aparentemente, Einstein inadvertidamente colaborou para a propagação deste mito ao usá-lo para responder a um jornalista que lhe perguntou a razão de sua grande inteligência.


Cientistas sintetizam elemento de número 117


Há pouco tempo, cientistas conseguiram sintetizar pela primeira vez átomos do elemento químico de número 117, que não existe na natureza. A informação foi divulgada pelo Laboratório Nacional Oak Ridge, dos Estados Unidos.

O experimento que produziu o elemento 117, que ainda está sem nome, foi realizado por uma equipe do Instituto de Pesquisa Nuclear da Rússia, em colaboração com cientistas americanos. Por meio da colisão entre átomos de outros elementos, foram produzidos dois isótopos do 117. Ambos contam com 117 prótons, mas um tem 176 nêutrons e o outro, 177.

O nome elemento se encaixa, na tabela periódica, entre o 116 e o 118, ambos já descobertos, mas também ainda sem nome oficial: o último elemento a ser batizado foi o 112, chamado copernício.

Mendelev ficaria bastante orgulhoso desta nova descoberta científica, pois o mesmo previra que diversas lacunas presentes em sua criação, a Tabela Periódica, seriam preenchidas no futuro com a descoberta ou identificação de novos elementos, que eram completamente desconhecidos no século XIX. Muitas vezes, não havia como descobri-los por falta de equipamentos adequados e nem mesmo tecnologia como a microscopia de varredura eletrônica, por exemplo.


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sábado, abril 03, 2010

Colisão no LHC

No dia 30 de março de 2010, às 8h06 (horário de Brasília), o acelerador de partículas LHC (Large Hadron Collider) atingiu enfim sua meta de potência de 7 TeV (tera elétron-volts), e colidiu partículas sub-atômicas pela primeira vez. Agora físicos em todo o mundo aguardam ansiosamente pelos dados resultantes do experimento, que prometem abrir muitos novos caminhos para a ciência.

“Começa a busca pela matéria escura, novas forças, novas dimensões e o Bóson de Higgs,” disse a porta-voz de um dos núcleos do LHC, Fabiola Gianotti.

Rolf Heuer, diretor geral do CERN — a organização de pesquisas responsável pelo LHC — também se mostrou bastante animado com as conquistas científicas desta manhã: “é um ótimo dia para ser um físico de partículas”, disse ele.

O LHC tinha atingido o recorde de 3,5 TeV há cerca de 10 dias atrás. Hoje o LHC inicia um novo ciclo, no qual trabalhará por 18 a 24 meses com a energia de 7 TeV, já se preparando para a seguir colidir partículas com o dobro da energia: 14 TeV.

sábado, fevereiro 27, 2010

terça-feira, agosto 11, 2009

Asteróide vindo do espaço em nossa direção


Essa noticia é bem antiga, porém, vamos por uma pitada de humor na situação.

Cientistas da NASA, descobrem um asteróide duas vezes maior do que a Terra vindo do espaço em nossa direção. A colisão deve acontecer dia 11 de agosto de 2009. Veja as reportagens de capa dos principais jornais e revistas brasileiras:

Folha de São Paulo: Asteróide gigantesco acabará com a Terra (ao lado de um imenso infografico) SAIBA COMO VAI SER O FIM DO MUNDO

Estado de São Paulo: A Terra acabará com asteróide gigantesco - CUT E PT ENVOLVIDOS NO FIM DO MUNDO

Notícias Populares: "Tá todo mundo ferrado, pedrão vem prá detonar"

Gazeta Esportiva: "Palmeiras é o último campeão paulista do mundo; São Paulo fica com o último Brasileiro"

Caras: "Grande festa na ilha de Caras na noite do fim"

Carícia: "Simpatia para segurar o namorado até o fim do mundo"

Capricho: "Teste para saber se seu namoro dura até o fim do mundo"

Nova: Como deixar seu homem loucamente apaixonado até o fim do mundo - O MELHOR DO SEXO NO FIM DO MUNDO

G Magazine: "Vamos virar serpentina"

Veja: EXCLUSIVO: ENTREVISTA COM DEUS

- Por que o apocalipse demorou tanto
- Especialistas indicam como encarar o fim do mundo
- Paulo Coelho: "O profeta viu o fim do mundo e chorou"

Istoé: "Michel Temer quer adiar reforma para setembro"

Sexy: "Morra antes - Luiza Ambiel como veio ao mundo"

Superinteressante: "Como calcular a velocidade exata do asteróide que dará fim ao planeta Terra"

Revista da Microsoft: "Lançamento do Windows 7 é antecipado para julho"

The New York Times: O MUNDO VAI ACABAR

LE TRAFIC: France decola no final du mundo

O Globo: GOVERNO ANUNCIA O FIM DO MUNDO

Jornal do Brasil: FIM DO MUNDO ESPALHA TERROR NA ZONA SUL

O Dia: FIM DO MUNDO PREJUDICA SERVIDORES

Zero Hora: RIO GRANDE VAI ACABAR

A Noticia: PSICOPATA MATA A MÃE, DEGOLA O PAI, ESTUPRA A IRMÃ E FUZILA O IRMÃO AO SABER QUE O MUNDO VAI ACABAR!

Tribuna de Alagoas: DELEGADO AFIRMA QUE FIM DO MUNDO SERÁ CRIME PASSIONAL

Estado de Minas: SERÁ QUE O MUNDO ACABA MESMO SÔ?

Jornal do Commercio: JUROS FINALMENTE CAEM!

Diário Popular: Serra X Dilma- CREPÚSCULO DE JOGO

Jornal dos Sports: NEM O FIM DO MUNDO SEGURA O MENGÃO!

Correio Braziliense: CONGRESSO VOTA CONSTITUCIONALIDADE DO FIM DO MUNDO

Contigo: Rede Globo estréia nova novela das 8 : O FIM DO MUNDO

Casseta&Planeta: Gasolina sobe de preço hoje a meia noite pela ultima vez Ah! Ah!

Forma: Entre em forma no final do mundo !

Amiga: Saiba o que falar para ele antes do ultimo suspiro !

Querida: TESTE: SEU NAMORO VAI ACABAR ANTES DO FIM DO MUNDO?

Playboy: NOVA GATA DO BBB: UM APOCALIPSE DE SENSUALIDADE!

Showbizz: ENTREVISTA COM DEUS: "ESTAREI NO BRASIL ESSE ANO E DETONAREI ALGUNS SHOWS"

Info Exame: 100 DICAS DE COMO APROVEITAR O WINDOWS THE END!

Internet World: Universon On Line: Adquira já seu email celestial

Mecanica: Rubens Barrichello diz querer ir para MC LAREN. Ron Denis diz:É O FIM DO MUNDO

Época: ATE O FIM DO MUNDO A SUA REVISTA "ÉPOCA" ESTARÁ CUSTANDO R$2,80

Jornal Nacional: Willian Bonner e Fátima Bernardes choram o fim do mundo

TI-TI-TI: Conheça tudo sobre Lúcifer o gato do Apocalipse

Fantástico: Não percam no Fantástico: Veja como a terra ficará após a destruição.

Globo Repórter: Nesta Sexta Feira, você vai acompanhar a causa do final do mundo ! Não percam!



Processador quântico faz operações sucessivas pela primeira vez




Pela primeira vez, cientistas conseguiram efetuar cálculos computacionais utilizando bits quânticos iônicos, de forma sustentável, mantendo os dados armazenados mesmo depois que esses dados são lidos e suas informações transmitidas para outro local.

O experimento, realizado no instituto NIST, nos Estados Unidos, supera desafios significativos rumo à transformação dos cálculos quânticos em pequena escala, feitos em laboratório, para verdadeiros processadores quânticos, operando em larga escala.

Computação quântica sustentável

Os pesquisadores executaram repetidamente uma sequência de cinco operações lógicas quânticas e dez operações de transporte de informações, sem perder os 0s e 1s correspondentes aos dados binários armazenados nos íons que funcionam como qubits, os bits quânticos.

Até hoje, pesquisadores já realizaram diversos tipos de operações quânticas, utilizando diversos tipos de qubits, inclusive qubits de estado sólido.

Contudo, assim que a informação do qubit é lida, ou transportada para outro ponto do circuito, ela é perdida. Mesmo o simples ruído eletromagnético do circuito é suficiente para fazer com que os dados dos qubits se percam, sem possibilidade de utilização para novas operações.

"O avanço significativo é que nós podemos manter os cálculos, apesar de temos feito vários transportes de informações dos qubits," explica Jonathan Home, um dos autores da pesquisa.

Funcionamento do computador quântico

O sucesso desse novo processador quântico iônico baseou-se no resfriamento dos íons aprisionados - que funcionam como qubits - depois da leitura dos seus dados, de forma que suas frágeis propriedades quânticas possam ser usadas para novas operações.

Os dados foram armazenados em dois íons de berílio, mantidos em uma armadilha magnética dividida em seis zonas. Os íons são armazenados na fenda escura (no centro da foto acima), que mede 3,5 milímetros de comprimento por 200 micrômetros de largura, entre duas pastilhas de óxido de alumínio recobertas com ouro.

Campos elétricos são utilizados para mover os íons de uma zona para outra. Os campos elétricos são criados aplicando uma tensão a cada um dos eletrodos de ouro.

Os dados são "escritos" com pulsos de laser ultravioleta que, com frequências e duração de pulsos específicos, alteram os estados de energia dos íons.

Dois íons de magnésio são utilizados para resfriar os íons de berílio depois que eles são transportados entre as zonas, permitindo a manutenção de seus estados quânticos e sua posterior utilização para novos cálculos.

Especificações de um processador quântico

O resultado é que os pesquisadores conseguiram pela primeira vez demonstrar, ainda que em pequena escala, todas as especificações necessárias para a construção de um processador quântico baseado em íons em larga escala.

Essas especificações incluem:

  1. inicializar os qubits com um valor inicial (0 ou 1);
  2. armazenar esses dados nos íons;
  3. executar operações lógicas utilizando um ou dois qubits;
  4. transferir as informações entre diferentes posições dentro do processador quântico;
  5. ler os resultados nos qubits (0 ou 1) individualmente.

As operações foram feitas sequencialmente por cinco vezes. Ao tentar fazer a sexta rodada de cálculos, o computador tradicional que acompanha e lê os resultados trava repentinamente, por razões ainda desconhecidas.

Além dos computadores do futuro

Ao contrário dos bits dos computadores atuais, os qubits dos computadores quânticos podem funcionar como 0s e como 1s simultaneamente. Os qubits também podem ser entrelaçados, ou emaranhados, de forma que os dados de dois qubits podem ser interligados, mesmo se eles forem colocados a distâncias muito grandes um do outro - uma alteração feita em uma induzirá imediatamente uma alteração no outro.

Estas características, acreditam os pesquisadores, permitirão que os computadores quânticos superem largamente o poder computacional da arquitetura dos computadores eletrônicos atuais, mesmo admitindo todo o progresso que os computadores eletrônicos deverão experimentar no futuro.

Qubits de íons são apenas uma dentre as várias abordagens que estão sendo pesquisadas para a construção de computadores quânticos. Todas as pesquisas estão em estágio bastante inicial é impossível dizer qual ou quais dessas abordagens sairão vencedoras na construção de um computador quântico prático.


Fonte inspiradora

sexta-feira, julho 10, 2009

contextualização historica da fisica moderna I

Toda semana colocarei no blog as partes da contextualização hitórica da física moderna até que fique por completo e todos poderam utilizar como trabalho de escola e também como o texto é muito grande vou postar aos poucos e não tudo de uma vez só.

Parte I
Na Física Moderna o conhecimento científico no Final do Século XIX, mais precisamente em 1900, alguns físicos pensavam que a física estava praticamente completa. Lord Kelvin recomendou que os jovens não se dedicassem à física, pois só faltavam alguns detalhes pouco interessantes, como o refinamento de medidas. Lord Kelvin, no entanto, mencionou que havia “duas pequenas nuvens” no horizonte da física: os resultados negativos do experimento de Michelson e Morley, e a dificuldade em explicar a distribuição de energia na radiação de um corpo negro. Novas Descobertas Experimentais ocorreram. Para exemplificar, podemos citar as novas descobertas e o estudo de descargas elétricas em gases rarefeitos levou à descoberta dos raios catódicos. Os raios catódicos levaram à descoberta dos raios X, que eram úteis, mas misteriosos.



Os raios X e a luz ultravioleta podiam descarregar eletroscópios, e em alguns casos a luz visível também, mas o fenômeno não era compreendido. O interessante é que a física moderna nasce quando a mecânica newtoniana não consegue mais explicar certos fenômenos da Física no Final do Século XIX como a Radiação de Corpo Negro, radiação térmica, o efeito fotoelétrico, entre outros, que se inicia na mecânica clássica. mas existiam outros problemas na Física que eram fenômenos inexplicados na física clássica e também problemas teóricos e conceituais.


FÍSICA CLÁSSICA

O que hoje chamamos de Física Clássica é basicamente o conteúdo da obra de dois homens: o inglês Isaac Newton, e o escocês James Clerk Maxwell. O primeiro unificou as leis da mecânica, que descrevem o movimento de objetos sob a ação de forças que sobre ele atuam. O segundo unificou as leis que regem os fenômenos elétricos e magnéticos, incluindo a propagação de ondas eletromagnéticas no espaço, como ondas de rádio e a luz. Na física, esses dois monumentos teóricos são conhecidos como Mecânica Clássica e Eletrodinâmica Clássica. Isaac Newton - (1642- 1727) nasce em Woolsthorpe, Inglaterra, no mesmo ano da morte de Galileu. (começa a estudar na Universidade de Cambridge com 18 anos e aos 26 já se torna catedrático. Em 1687 publica Princípios matemáticos da filosofia natural. Dois anos depois é eleito membro do Parlamento como representante da Universidade de Cambridge. Já em sua época é reconhecido como grande cientista que revoluciona a Física e a matemática. Preside a Royal Society ( academia de ciência) por 24 anos. Nos últimos anos de vida dedica-se exclusivamente a estudos teológicos. O século XVII lança as bases para a Física da era industrial. Simon Stevin desenvolve a hidrostática, ciência fundamental para seu país, a Holanda, protegida do mar por comportas e diques. Na óptica, contribuição equivalente é dada por Christiaan Huygens, também holandês, que constrói lunetas e desenvolve teorias sobre a propagação da luz. Huygens é o primeiro a descrever a luz como onda. Mas é Isaac Newton ( 1642-1727), cientista inglês, o grande nome dessa época: são dele a teoria geral da mecânica e da gravitação universal e o cálculo infinitesimal. Entretanto, só em 1687, quando Isaac Newton publicou seu tratado Philosophae Naturalis Principia Mathematica a idéia de ciência teórica organizada e harmônica passou a ter sentido. Newton foi capaz de traduzir as três leis de Kepler, referentes ao movimento planetário, numa linguagem matemática. É comum admitir-se Newton como o primeiro físico teórico. Newton, contudo, não se limitou à Matemática e à Física Teórica. Sugeriu, por exemplo, a construção de grandes telescópios côncavos. É razoável imaginar que Newton tinha consciência de que a teoria sem comprovação observacional era de pouca valia e, por outro lado, observações sem o acompanhamento de uma interpretação teórica também não valiam muito. Cálculo diferencial - por volta de 1664, quando a universidade é fechada por causa da peste bubônica, Newton volta à sua cidade natal. Em casa, desenvolve o teorema do binômio e o método matemático das fluxões. Newton considera cada grandeza finita resultado de um fluxo contínuo, o que torna possível calcular áreas limitadas por curvas e o volume de figuras sólidas. Este método dá origem ao cálculo diferencial e integral . Decomposição da luz - Newton pesquisa também a natureza da luz. Demonstra que, ao passar por um prisma, a luz branca se decompõe nas cores básicas do espectro luminoso: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e violeta. Leis da mecânica - A mecânica clássica se baseia em três leis.
Primeira lei - É a da inércia. Diz que um objeto parado e um objeto em movimento tendem a se manter como estão a não ser que uma força externa atue sobre eles. Segunda lei - Diz que a força é proporcional à massa do objeto e sua aceleração. A mesma força irá mover um objeto com massa duas vezes maior com metade da aceleração. Terceira lei - Diz que para toda ação há uma reação equivalente e contrária. Este é o princípio da propulsão de foguetes: quando os gases "queimados"(resultantes da combustão do motor) escapam pela parte final do foguete, fazem pressão em direção oposta, impulsionando-o para a frente. Gravitação universal - observando uma maçã que cai de uma árvore do jardim de sua casa, ocorre a Newton a ideia de explicar o movimento dos planetas como uma queda. A força de atração exercida pelo solo sobre a maçã poderia ser a mesma que faz a Lua "cair" continuamente sobre a Terra. Principia - Durante os 20 anos seguintes , Newton desenvolve os cálculos que demonstram a hipótese da gravitação universal e detalha estudos sobre a luz, a mecânica e o teorema do binômio. Em 1687 publica Princípios matemáticos da filosofia natural, conhecida como Principia, obra-prima científica que consolida com grande precisão matemática suas principais descobertas. Newton prova que a Física pode explicar tanto fenômenos terrestres quanto celestes e por isso é universal.

Astrônomos descobrem supernova de 11 bilhões de anos

Um grupo de astrônomos americanos descobriu as mais distantes supernovas já observadas, que ocorreram há 11 bilhões de anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica britânica Nature.


Para conseguir identificar estas explosões de estrelas muito grandes (entre 50 e 100 vezes a massa do Sol) no final de sua vida, Jeff Cooke e seus colegas da Universidade da Califórnia (Estados Unidos) utilizaram uma nova técnica que pode contribuir para a descoberta de outras estrelas mortas nos confins do universo.

Estas supernovas ocorreram há 11 bilhões de anos (tempo necessário para que a luz produzida por estas gigantescas explosões chegue até nós) quando o universo tinha apenas 2,7 bilhões de anos.

Os astrônomos californianos detectaram as supernovas ao comparar imagens de um mesmo setor de céu obtidas entre 2003 e 2006, em busca de galáxias que se tornaram mais brilhantes, sinal que pode indicar a enorme quantidade de energia liberada por uma supernova.

Para aumentar a luminosidade de cada detalhe na tela do computador, Jeff Cooke teve a ideia de superpor as imagens captadas durante toda a temporada de observação e compará-las às imagens superpostas dos outros anos.

"É como se faz para aumentar a duração da abertura do obturador na fotografia: uma pose mais longa permite coletar mais luz", explicou o astrônomo em um comunicado.

Novas observações com o telescópio Keck, instalado no Havaí, permitiram confirmar que os rastros luminosos deixados pelas "candidatas" eram compatíveis com uma supernova - as supernovas deixam rastros de matéria detectáveis até cinco anos depois da explosão.

Quando uma estrela gigante que chega ao fim de sua vida consumiu todo o seu combustível, se expande e se contrai, provocando uma enorme onda de choque que expulsa sua camada superficial para o meio interestelar. A estrela começa então a brilhar intensamente, mas se apagará de vez em breve.

As supernovas enriquecem o universo com elementos químicos que contribuirão para a formação de novas estrelas e planetas.

Os cientistas esperam que o estudo das primeiras supernovas ajudem a entender melhor a formação e a evolução das galáxias.

Fonte: Aqui

domingo, junho 14, 2009

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO





O PROFESSOR SEMPRE ESTÁ ERRADO

Quando...

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado...
Não tem automóvel, é um coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta às aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é "turista"
Conversa com outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama à atenção, é um grosso.
Não chama à atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances dos alunos.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a "língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, "deu mole".
É, o professor está sempre errado mas,
se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

Fonte: Portal Luiz nassif

segunda-feira, março 30, 2009

Asteróide passa bem perto da Terra

O asteróide DD45, com 30 a 40 metros de diâmetro, passou a 60 mil quilómetros do Pacífico, a uma distância sete vezes mais perto do que aquela que separa a Terra da Lua. Foi detectado no dia 27 de Fevereiro, não atingiu a Terra "por pouco", o feito foi filmado pelo observatório australiano de Siding Spring, que captou o momento.


quinta-feira, março 26, 2009

Einstein, um bagunceiro genial

Essas fotografias são do escritório de Albert Einstein localizada em Princeton, Estados Unidos. Tirada em 1955 por Ralph Morse que foi o fotógrafo, onde podemos ver a bagunça feita pelo cientista e a total desordem em que vivia o gênio.






quarta-feira, março 25, 2009

Mapa do ponto G feminino

Creio que já tenham ouvido falar deste ponto tão curioso quanto desconhecido. Inclusive muitas pessoas (homens e mulheres) dizem que se trata de uma lenda, um mito indecifrável. Pois esta é a tua chance de descobrir onde fica esse ponto vendo este vídeo.

sexta-feira, março 06, 2009

Estabilização de metais em fases de alta pressão


Cientistas espanhóis e russos, trabalhando conjuntamente, desenvolveram um método mecânico para gerar e estabilizar - em temperatura e pressão ambientes - fases cristalinas de metais que até hoje somente eram estáveis sob pressões gigantescas.

Redes cristalinas dos metais

Os átomos dos metais são organizados em estruturas atômicas denominadas redes cristalinas. A geometria da rede depende da natureza do material, assim como da temperatura e da pressão.

Sob temperatura ambiente e pressão atmosférica, metais puros como o ouro, alumínio e cobre têm redes cristalinas cúbicas, enquanto outros metais, como o magnésio, titânio e zircônio têm estruturas hexagonais. Estas são suas chamadas fases alfa.

Fases beta

Quando uma dessas substâncias é submetida a elevadas pressões, a geometria de sua rede cristalina muda, fazendo surgir novas fases. Por exemplo, no caso do titânio, a rede cristalina hexagonal alfa, estável a 1 atmosfera, transforma-se em uma estrutura cúbica beta quando o material é submetido a uma pressão hidrostática de aproximadamente 1 milhão de atmosferas.

Quando a pressão é retirada, o material retorna à sua fase alfa original.

Como é extremamente complicado gerar pressões tão elevadas, a aplicação prática das diferentes fases dos materiais é muito limitada.

Compressão e cisalhamento

Agora, os cientistas desenvolveram uma técnica mecânica para estabilizar as fases cristalinas dos metais que até hoje só eram estáveis sob altíssimas pressões. O método mantém as fases estáveis a temperatura ambiente e sob pressão normal de 1 atmosfera.

A técnica consiste em aplicar simultaneamente uma força de compressão e uma tensão de cisalhamento. O cisalhamento melhora significativamente a transformação cinética, eliminando a necessidade das altas pressões.

A técnica foi demonstrada com sucesso no titânio e no zircônio.

fonte

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Um tour nas novidades do Google Earth 5.0

O Google lançou hoje a versão 5.0 do Google Earth, numa versão do programa que mistura realidade com modelismo e ficção que pode reconstruir o globo terrestre num ambiente virtual.
Há grandes novidades como dados dos oceanos e Em várias partes da água é possível fazer um tour virtual observando imagens detalhadas do ambiente marítimo.
Outra novidade é uma viagem no tempo, permitindo ter uma vista aérea das cidades em vários anos passados, desde que disponíveis as imagens. Você pode ter uma idéia de como era o seu bairro ou acompanhar o devastamento de algumas regiões verdes nos últimos anos.
Curti muito essa nova forma de explorar a terra.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Cão vs robô

Veja uma épica batalha entre um cachorrinho e um robozinho.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Desde os primordios

O ser humano, desde o período paleolítico, caracteriza-se pelo desperdício e consumo deliberado de recursos naturais. Mesmo quando se organizava em pequenos grupos nômades, o homem jamais hesitou em esgotar os recursos de caça e coleta em uma região, poluí-la e abandoná-la em busca de um novo local para se estabelecer e explorar.

No entanto, este impulso de destruição era muito suavizado pela pequena e dispersa população mundial (demorou-se milênios até que se tenham reunido mais de 500 pessoas em uma mesma região, uma vez que não haveria alimento para todos e o conceito de “família” ainda era primitivo). A própria demanda, na realidade, era relativamente muito baixa. A qualidade de vida do homem, neste momento, não exigia que seu ambiente fosse profundamente modificado, e as espécies animais ou vegetais acabavam posteriormente recuperando seu espaço.

A situação começou a se alterar no período neolítico, com o surgimento da agricultura e, conseqüentemente, de grupos sedentários. A partir daí, a criatividade humana foi colocada em prática para superar os obstáculos da demanda, e foram desenvolvidas novas técnicas de exploração, que aos poucos foram tornando cada região uma fonte teoricamente inesgotável de espólios para seus habitantes.

Ainda assim, até o século XIX a poluição causada podia ser absorvida, e prejudicava mais a própria espécie, vítima das numerosas doenças geradas pela falta de saneamento, do que a própria natureza. As manufaturas eram poucas e aproveitadas o máximo possível (roupas eram feitas para durar mais de uma geração, por exemplo, e passavam de mãos em mãos) e a principal fonte de energia ainda era a lenha.

Com a segunda revolução industrial e com a era do petróleo, a situação transformou-se completamente. O carvão e o petróleo elevaram o conceito de poluição a um nível até então desconhecido. A consolidação da classe média foi também a consolidação do mercado consumidor, e a partir daí o lixo gerado foi não só cada vez maior como também cada vez mais difícil de ser reciclado.

Hoje vivemos em uma sociedade voltada inegavelmente para o consumo, na qual o indivíduo supre carências até mesmo afetivas através da compra deste ou daquele objeto e onde dificilmente um produto dura mais do que alguns anos. Quem não é capaz de comprar seu objeto de desejo sente-se frustrado e inferior. As casas também acompanharam o fenômeno: os quartos diminuíram para abrir espaço para o closet, atribuindo uma importância cada vez maior aos produtos em detrimento dos moradores.

É, enfim, o estilo americano de vida: consumir muito e constantemente. No entanto, a verdade é que, para que todos vivessem como os EUA, seriam necessários 4 planetas Terra.

Nunca se produziu tanto lixo. No passado, qualquer pessoa que não quisesse mais uma TV ou uma geladeira poderia vendê-la de segunda mão; hoje muitas vezes não se encontra quem queira recebê-la por doação, sendo difícil até mesmo jogá-la fora (o lixo eletrônico traz em seus componentes metais pesados e outros materiais que demorarão séculos para se decompor). Ninguém quer um micro-computador obsoleto e muito menos um celular.

Celulares “pré-históricos” continuariam a cumprir até hoje sua principal função (enviar e receber telefonemas), no entanto um novo modelo é sempre lançado no mercado, com novos recursos que dificilmente utilizaremos em sua plenitude. O consumidor sente-se satisfeito em saber que dispõe destes recursos e apega-se ao status do produto. Um modelo V3, lançado a menos de cinco anos, já virou sucata.

Mas é claro que nem tudo está perdido. Com os efeitos da mudança climática batendo à porta dos países do Hemisfério Norte, as questões ambientais vêm obtendo uma presença na mídia que compete com os anúncios que estimulam essa febre de consumo. Não queremos de forma alguma dizer com isso que a economia deva ser totalmente reformulada; a obrigação que nossas atuais condições impõem é a de toda a humanidade repensar seus atuais valores e aprender que, assim como no passado, é possível viver sem trocar de celular, computador, eletrodomésticos e até mesmo carros como se troca de roupa. Se o consumo é importante para perpetuar nossa qualidade de vida, nosso planeta certamente é bem mais.


Update: como recebi esse texto por email e não sei a real procedencia dele, portanto se alguém souber mande um comentário avisando quem é o autor