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domingo, agosto 28, 2011

A Física sendo produzida em Cuiabá


terça-feira, agosto 11, 2009

Asteróide vindo do espaço em nossa direção


Essa noticia é bem antiga, porém, vamos por uma pitada de humor na situação.

Cientistas da NASA, descobrem um asteróide duas vezes maior do que a Terra vindo do espaço em nossa direção. A colisão deve acontecer dia 11 de agosto de 2009. Veja as reportagens de capa dos principais jornais e revistas brasileiras:

Folha de São Paulo: Asteróide gigantesco acabará com a Terra (ao lado de um imenso infografico) SAIBA COMO VAI SER O FIM DO MUNDO

Estado de São Paulo: A Terra acabará com asteróide gigantesco - CUT E PT ENVOLVIDOS NO FIM DO MUNDO

Notícias Populares: "Tá todo mundo ferrado, pedrão vem prá detonar"

Gazeta Esportiva: "Palmeiras é o último campeão paulista do mundo; São Paulo fica com o último Brasileiro"

Caras: "Grande festa na ilha de Caras na noite do fim"

Carícia: "Simpatia para segurar o namorado até o fim do mundo"

Capricho: "Teste para saber se seu namoro dura até o fim do mundo"

Nova: Como deixar seu homem loucamente apaixonado até o fim do mundo - O MELHOR DO SEXO NO FIM DO MUNDO

G Magazine: "Vamos virar serpentina"

Veja: EXCLUSIVO: ENTREVISTA COM DEUS

- Por que o apocalipse demorou tanto
- Especialistas indicam como encarar o fim do mundo
- Paulo Coelho: "O profeta viu o fim do mundo e chorou"

Istoé: "Michel Temer quer adiar reforma para setembro"

Sexy: "Morra antes - Luiza Ambiel como veio ao mundo"

Superinteressante: "Como calcular a velocidade exata do asteróide que dará fim ao planeta Terra"

Revista da Microsoft: "Lançamento do Windows 7 é antecipado para julho"

The New York Times: O MUNDO VAI ACABAR

LE TRAFIC: France decola no final du mundo

O Globo: GOVERNO ANUNCIA O FIM DO MUNDO

Jornal do Brasil: FIM DO MUNDO ESPALHA TERROR NA ZONA SUL

O Dia: FIM DO MUNDO PREJUDICA SERVIDORES

Zero Hora: RIO GRANDE VAI ACABAR

A Noticia: PSICOPATA MATA A MÃE, DEGOLA O PAI, ESTUPRA A IRMÃ E FUZILA O IRMÃO AO SABER QUE O MUNDO VAI ACABAR!

Tribuna de Alagoas: DELEGADO AFIRMA QUE FIM DO MUNDO SERÁ CRIME PASSIONAL

Estado de Minas: SERÁ QUE O MUNDO ACABA MESMO SÔ?

Jornal do Commercio: JUROS FINALMENTE CAEM!

Diário Popular: Serra X Dilma- CREPÚSCULO DE JOGO

Jornal dos Sports: NEM O FIM DO MUNDO SEGURA O MENGÃO!

Correio Braziliense: CONGRESSO VOTA CONSTITUCIONALIDADE DO FIM DO MUNDO

Contigo: Rede Globo estréia nova novela das 8 : O FIM DO MUNDO

Casseta&Planeta: Gasolina sobe de preço hoje a meia noite pela ultima vez Ah! Ah!

Forma: Entre em forma no final do mundo !

Amiga: Saiba o que falar para ele antes do ultimo suspiro !

Querida: TESTE: SEU NAMORO VAI ACABAR ANTES DO FIM DO MUNDO?

Playboy: NOVA GATA DO BBB: UM APOCALIPSE DE SENSUALIDADE!

Showbizz: ENTREVISTA COM DEUS: "ESTAREI NO BRASIL ESSE ANO E DETONAREI ALGUNS SHOWS"

Info Exame: 100 DICAS DE COMO APROVEITAR O WINDOWS THE END!

Internet World: Universon On Line: Adquira já seu email celestial

Mecanica: Rubens Barrichello diz querer ir para MC LAREN. Ron Denis diz:É O FIM DO MUNDO

Época: ATE O FIM DO MUNDO A SUA REVISTA "ÉPOCA" ESTARÁ CUSTANDO R$2,80

Jornal Nacional: Willian Bonner e Fátima Bernardes choram o fim do mundo

TI-TI-TI: Conheça tudo sobre Lúcifer o gato do Apocalipse

Fantástico: Não percam no Fantástico: Veja como a terra ficará após a destruição.

Globo Repórter: Nesta Sexta Feira, você vai acompanhar a causa do final do mundo ! Não percam!



Processador quântico faz operações sucessivas pela primeira vez




Pela primeira vez, cientistas conseguiram efetuar cálculos computacionais utilizando bits quânticos iônicos, de forma sustentável, mantendo os dados armazenados mesmo depois que esses dados são lidos e suas informações transmitidas para outro local.

O experimento, realizado no instituto NIST, nos Estados Unidos, supera desafios significativos rumo à transformação dos cálculos quânticos em pequena escala, feitos em laboratório, para verdadeiros processadores quânticos, operando em larga escala.

Computação quântica sustentável

Os pesquisadores executaram repetidamente uma sequência de cinco operações lógicas quânticas e dez operações de transporte de informações, sem perder os 0s e 1s correspondentes aos dados binários armazenados nos íons que funcionam como qubits, os bits quânticos.

Até hoje, pesquisadores já realizaram diversos tipos de operações quânticas, utilizando diversos tipos de qubits, inclusive qubits de estado sólido.

Contudo, assim que a informação do qubit é lida, ou transportada para outro ponto do circuito, ela é perdida. Mesmo o simples ruído eletromagnético do circuito é suficiente para fazer com que os dados dos qubits se percam, sem possibilidade de utilização para novas operações.

"O avanço significativo é que nós podemos manter os cálculos, apesar de temos feito vários transportes de informações dos qubits," explica Jonathan Home, um dos autores da pesquisa.

Funcionamento do computador quântico

O sucesso desse novo processador quântico iônico baseou-se no resfriamento dos íons aprisionados - que funcionam como qubits - depois da leitura dos seus dados, de forma que suas frágeis propriedades quânticas possam ser usadas para novas operações.

Os dados foram armazenados em dois íons de berílio, mantidos em uma armadilha magnética dividida em seis zonas. Os íons são armazenados na fenda escura (no centro da foto acima), que mede 3,5 milímetros de comprimento por 200 micrômetros de largura, entre duas pastilhas de óxido de alumínio recobertas com ouro.

Campos elétricos são utilizados para mover os íons de uma zona para outra. Os campos elétricos são criados aplicando uma tensão a cada um dos eletrodos de ouro.

Os dados são "escritos" com pulsos de laser ultravioleta que, com frequências e duração de pulsos específicos, alteram os estados de energia dos íons.

Dois íons de magnésio são utilizados para resfriar os íons de berílio depois que eles são transportados entre as zonas, permitindo a manutenção de seus estados quânticos e sua posterior utilização para novos cálculos.

Especificações de um processador quântico

O resultado é que os pesquisadores conseguiram pela primeira vez demonstrar, ainda que em pequena escala, todas as especificações necessárias para a construção de um processador quântico baseado em íons em larga escala.

Essas especificações incluem:

  1. inicializar os qubits com um valor inicial (0 ou 1);
  2. armazenar esses dados nos íons;
  3. executar operações lógicas utilizando um ou dois qubits;
  4. transferir as informações entre diferentes posições dentro do processador quântico;
  5. ler os resultados nos qubits (0 ou 1) individualmente.

As operações foram feitas sequencialmente por cinco vezes. Ao tentar fazer a sexta rodada de cálculos, o computador tradicional que acompanha e lê os resultados trava repentinamente, por razões ainda desconhecidas.

Além dos computadores do futuro

Ao contrário dos bits dos computadores atuais, os qubits dos computadores quânticos podem funcionar como 0s e como 1s simultaneamente. Os qubits também podem ser entrelaçados, ou emaranhados, de forma que os dados de dois qubits podem ser interligados, mesmo se eles forem colocados a distâncias muito grandes um do outro - uma alteração feita em uma induzirá imediatamente uma alteração no outro.

Estas características, acreditam os pesquisadores, permitirão que os computadores quânticos superem largamente o poder computacional da arquitetura dos computadores eletrônicos atuais, mesmo admitindo todo o progresso que os computadores eletrônicos deverão experimentar no futuro.

Qubits de íons são apenas uma dentre as várias abordagens que estão sendo pesquisadas para a construção de computadores quânticos. Todas as pesquisas estão em estágio bastante inicial é impossível dizer qual ou quais dessas abordagens sairão vencedoras na construção de um computador quântico prático.


Fonte inspiradora

sexta-feira, julho 10, 2009

contextualização historica da fisica moderna I

Toda semana colocarei no blog as partes da contextualização hitórica da física moderna até que fique por completo e todos poderam utilizar como trabalho de escola e também como o texto é muito grande vou postar aos poucos e não tudo de uma vez só.

Parte I
Na Física Moderna o conhecimento científico no Final do Século XIX, mais precisamente em 1900, alguns físicos pensavam que a física estava praticamente completa. Lord Kelvin recomendou que os jovens não se dedicassem à física, pois só faltavam alguns detalhes pouco interessantes, como o refinamento de medidas. Lord Kelvin, no entanto, mencionou que havia “duas pequenas nuvens” no horizonte da física: os resultados negativos do experimento de Michelson e Morley, e a dificuldade em explicar a distribuição de energia na radiação de um corpo negro. Novas Descobertas Experimentais ocorreram. Para exemplificar, podemos citar as novas descobertas e o estudo de descargas elétricas em gases rarefeitos levou à descoberta dos raios catódicos. Os raios catódicos levaram à descoberta dos raios X, que eram úteis, mas misteriosos.



Os raios X e a luz ultravioleta podiam descarregar eletroscópios, e em alguns casos a luz visível também, mas o fenômeno não era compreendido. O interessante é que a física moderna nasce quando a mecânica newtoniana não consegue mais explicar certos fenômenos da Física no Final do Século XIX como a Radiação de Corpo Negro, radiação térmica, o efeito fotoelétrico, entre outros, que se inicia na mecânica clássica. mas existiam outros problemas na Física que eram fenômenos inexplicados na física clássica e também problemas teóricos e conceituais.


FÍSICA CLÁSSICA

O que hoje chamamos de Física Clássica é basicamente o conteúdo da obra de dois homens: o inglês Isaac Newton, e o escocês James Clerk Maxwell. O primeiro unificou as leis da mecânica, que descrevem o movimento de objetos sob a ação de forças que sobre ele atuam. O segundo unificou as leis que regem os fenômenos elétricos e magnéticos, incluindo a propagação de ondas eletromagnéticas no espaço, como ondas de rádio e a luz. Na física, esses dois monumentos teóricos são conhecidos como Mecânica Clássica e Eletrodinâmica Clássica. Isaac Newton - (1642- 1727) nasce em Woolsthorpe, Inglaterra, no mesmo ano da morte de Galileu. (começa a estudar na Universidade de Cambridge com 18 anos e aos 26 já se torna catedrático. Em 1687 publica Princípios matemáticos da filosofia natural. Dois anos depois é eleito membro do Parlamento como representante da Universidade de Cambridge. Já em sua época é reconhecido como grande cientista que revoluciona a Física e a matemática. Preside a Royal Society ( academia de ciência) por 24 anos. Nos últimos anos de vida dedica-se exclusivamente a estudos teológicos. O século XVII lança as bases para a Física da era industrial. Simon Stevin desenvolve a hidrostática, ciência fundamental para seu país, a Holanda, protegida do mar por comportas e diques. Na óptica, contribuição equivalente é dada por Christiaan Huygens, também holandês, que constrói lunetas e desenvolve teorias sobre a propagação da luz. Huygens é o primeiro a descrever a luz como onda. Mas é Isaac Newton ( 1642-1727), cientista inglês, o grande nome dessa época: são dele a teoria geral da mecânica e da gravitação universal e o cálculo infinitesimal. Entretanto, só em 1687, quando Isaac Newton publicou seu tratado Philosophae Naturalis Principia Mathematica a idéia de ciência teórica organizada e harmônica passou a ter sentido. Newton foi capaz de traduzir as três leis de Kepler, referentes ao movimento planetário, numa linguagem matemática. É comum admitir-se Newton como o primeiro físico teórico. Newton, contudo, não se limitou à Matemática e à Física Teórica. Sugeriu, por exemplo, a construção de grandes telescópios côncavos. É razoável imaginar que Newton tinha consciência de que a teoria sem comprovação observacional era de pouca valia e, por outro lado, observações sem o acompanhamento de uma interpretação teórica também não valiam muito. Cálculo diferencial - por volta de 1664, quando a universidade é fechada por causa da peste bubônica, Newton volta à sua cidade natal. Em casa, desenvolve o teorema do binômio e o método matemático das fluxões. Newton considera cada grandeza finita resultado de um fluxo contínuo, o que torna possível calcular áreas limitadas por curvas e o volume de figuras sólidas. Este método dá origem ao cálculo diferencial e integral . Decomposição da luz - Newton pesquisa também a natureza da luz. Demonstra que, ao passar por um prisma, a luz branca se decompõe nas cores básicas do espectro luminoso: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e violeta. Leis da mecânica - A mecânica clássica se baseia em três leis.
Primeira lei - É a da inércia. Diz que um objeto parado e um objeto em movimento tendem a se manter como estão a não ser que uma força externa atue sobre eles. Segunda lei - Diz que a força é proporcional à massa do objeto e sua aceleração. A mesma força irá mover um objeto com massa duas vezes maior com metade da aceleração. Terceira lei - Diz que para toda ação há uma reação equivalente e contrária. Este é o princípio da propulsão de foguetes: quando os gases "queimados"(resultantes da combustão do motor) escapam pela parte final do foguete, fazem pressão em direção oposta, impulsionando-o para a frente. Gravitação universal - observando uma maçã que cai de uma árvore do jardim de sua casa, ocorre a Newton a ideia de explicar o movimento dos planetas como uma queda. A força de atração exercida pelo solo sobre a maçã poderia ser a mesma que faz a Lua "cair" continuamente sobre a Terra. Principia - Durante os 20 anos seguintes , Newton desenvolve os cálculos que demonstram a hipótese da gravitação universal e detalha estudos sobre a luz, a mecânica e o teorema do binômio. Em 1687 publica Princípios matemáticos da filosofia natural, conhecida como Principia, obra-prima científica que consolida com grande precisão matemática suas principais descobertas. Newton prova que a Física pode explicar tanto fenômenos terrestres quanto celestes e por isso é universal.

Astrônomos descobrem supernova de 11 bilhões de anos

Um grupo de astrônomos americanos descobriu as mais distantes supernovas já observadas, que ocorreram há 11 bilhões de anos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica britânica Nature.


Para conseguir identificar estas explosões de estrelas muito grandes (entre 50 e 100 vezes a massa do Sol) no final de sua vida, Jeff Cooke e seus colegas da Universidade da Califórnia (Estados Unidos) utilizaram uma nova técnica que pode contribuir para a descoberta de outras estrelas mortas nos confins do universo.

Estas supernovas ocorreram há 11 bilhões de anos (tempo necessário para que a luz produzida por estas gigantescas explosões chegue até nós) quando o universo tinha apenas 2,7 bilhões de anos.

Os astrônomos californianos detectaram as supernovas ao comparar imagens de um mesmo setor de céu obtidas entre 2003 e 2006, em busca de galáxias que se tornaram mais brilhantes, sinal que pode indicar a enorme quantidade de energia liberada por uma supernova.

Para aumentar a luminosidade de cada detalhe na tela do computador, Jeff Cooke teve a ideia de superpor as imagens captadas durante toda a temporada de observação e compará-las às imagens superpostas dos outros anos.

"É como se faz para aumentar a duração da abertura do obturador na fotografia: uma pose mais longa permite coletar mais luz", explicou o astrônomo em um comunicado.

Novas observações com o telescópio Keck, instalado no Havaí, permitiram confirmar que os rastros luminosos deixados pelas "candidatas" eram compatíveis com uma supernova - as supernovas deixam rastros de matéria detectáveis até cinco anos depois da explosão.

Quando uma estrela gigante que chega ao fim de sua vida consumiu todo o seu combustível, se expande e se contrai, provocando uma enorme onda de choque que expulsa sua camada superficial para o meio interestelar. A estrela começa então a brilhar intensamente, mas se apagará de vez em breve.

As supernovas enriquecem o universo com elementos químicos que contribuirão para a formação de novas estrelas e planetas.

Os cientistas esperam que o estudo das primeiras supernovas ajudem a entender melhor a formação e a evolução das galáxias.

Fonte: Aqui

terça-feira, julho 15, 2008

Velocidade de expansão das galáxias



Em 1929, o astrônomo Edwin Powell Hubble trabalhando no Palomar Observatory, no telescópio Hale (que, durante muitos anos, foi o maior do mundo) descobriu que as chamadas nebulosas nada mais eram que galáxias distantes. Mais tarde, usando o efeito Doppler, provou que, além de estarem fora da nossa galáxia, a Via Láctea, estava se afastando com velocidades muito grandes.

Lei de Hubble

Como já se referiu atrás, Edwin Hubble foi um astrônomo que dedicou a sua vida inteira à descoberta do Universo, e as suas descobertas revolucionaram a astronomia e astrofísica atual.

Uma das suas principais descobertas foi a lei de Hubble, que diz que as galáxias se afastam umas das outras com uma velocidade proporcional à sua distância.

Para compreender este fenômeno, é necessário imaginar que não são as galáxias que se deslocam, mas sim o Universo inteiro que se dilata. Pode-se pensar num balão esférico no qual se tivessem marcado pontos eqüidistantes de um centímetro, por exemplo. Se encher regularmente o balão, de tal modo que em cada minuto as distâncias se encontrem duplicadas, um observador colocado num ponto qualquer O, verá então que o ponto A inicialmente situado a um centímetro de distância de O se encontra ao fim de um minuto a dois centímetros; um ponto B inicialmente situado a dois centímetros de distância de O encontrará a quatro centímetros ao fim de um minuto.

As distâncias serão:

No segundo minuto, OA = 4, OB = 8.

No terceiro minuto, OA = 8 e OB = 16.

O observador colocado em O verificará, portanto, que qualquer ponto se afasta dele tanto mais depressa quanto mais afastado estiver:

O ponto A viajou durante o primeiro minuto a uma velocidade média de um centímetro/minuto; durante o segundo minuto à velocidade de dois centímetros/minuto; durante o terceiro minuto à velocidade de quatro centímetros/minuto. A velocidade do ponto B passou do mesmo modo de dois centímetros/minuto a quatro centímetros/minuto e depois a oito centímetros/minuto.

As velocidades relativas vão aumentando à medida que os pontos considerados estão mais afastados uns dos outros. Mas, considerando no seu conjunto, o fenômeno obedece a uma lei constante: o fator de aumento de velocidade entre dois pontos é uniforme, do mesmo modo que o enchimento do balão.

Edwin Hubble, para chegar a esta conclusão, analisou os resultados de Slipher, que descobriu que, de um modo geral, os espectros das galáxias apresentam desvios para o vermelho (Redshift), e alargou o estudo dos espectros das galáxias mais distantes então conhecidas. E verificou que o desvio para o vermelho também ocorria, e que o valor desse desvio era tanto maior quanto mais distante estivessem as galáxias umas em relação ás outras. Então Hubble chegou à conclusão que o Universo está em expansão e as velocidades de recessão (afastamento) das galáxias eram diretamente proporcionais às suas distâncias à Terra. Esta conclusão ficou conhecida por lei de Hubble.

Com a lei de Hubble chegou-se à conclusão que o Universo está em expansão, mas não se sabe se vai parar, ou se vai a expandir-se eternamente, fazendo com que a densidade e a temperatura do Universo sejam ainda mais baixas, ou se tem fases de expansão e de contração.

O Big Bang é o tema central de uma teoria que se propõe explicar a origem e evolução do Universo, referindo um início que terá ocorrido há quinze mil milhões de anos. De acordo com esta teoria, o Universo expandiu-se rapidamente, com a formação de muitos tipos de partículas, como o hidrogênio, o hélio e o lítio. Um átomo primitivo ou ovo, num dado momento, provocou uma violenta explosão e assim se terão formado as protogaláxias que posteriormente terão originado as galáxias, depois as estrelas e, por fim, os restantes corpos celestes

Hubble concluiu que para essas estrelas de modo real brilhantes aparecerem tão fracas, deviam estar extraordinariamente afastadas da Terra. O seu trabalho ajudou os astrônomos a começarem a compreender a imensa dimensão do Universo.

Conclui-se, daí, que o universo como um todo está em expansão. Essa expansão, segundo os cosmólogos, teve início em algum instante, cerca de 15 mil milhões de anos atrás. Nessa ocasião, toda a matéria e energia do universo atual estavam concentradas de alguma forma em um minúsculo ponto de temperatura e densidade além da imaginação. Subitamente, algo ocorreu e o ponto começou a expandir-se. Esse momento é conhecido como o BIG BANG, nascimento do universo onde moramos. Desde então, o nosso universo continua a inchar e ninguém ainda sabe ao certo se essa expansão vai parar.

As descobertas de Edwin Hubble vieram, portanto, revolucionar os conceitos e o estado de conhecimento da astronomia no seu tempo, que tinha uma concepção estática do universo, restringido então aos limites da Via Láctea.

As suas teorias era uma hipótese contrária à de Newton, pois considerava que o universo atual surgiu de um cosmos único que se estalou em fragmentos, que tendem a afastar-se cada vez mais uns dos outros.

Hubble mediu a razão entre velocidade de afastamento e distância de galáxias distantes e verificou que, para quase todas elas, a razão era uma constante.

O valor da constante de Hubble, denotado Ho, é motivo de um debate acalorado entre os cosmólogos, com 2 grupos defendendo valores perto de 50 km/s/Mpc e 80 km/s/Mpc.

Usando medidas de variáveis Cefeida (estrelas jovens, com várias massas solares e luminosidade 10.000 vezes maior que a do Sol), Madore (1992) obteve 83±12 km/s/Mpc e Sandage et alli (1996) obteve o valor 57±4 km/s/Mpc medindo o afastamento de supernovas.

1 Mpc = 10^6 Parsec
1 Parsec = 3,26 anos-luz

quarta-feira, maio 14, 2008

Astronomia do erro


Fazer ciência não é privilégio apenas daqueles que frequentaram as aulas de graduação nas universidades. A simples observação da natureza é o primeiro passo para compreendê-la.
Existe um site um português que explica, didaticamente, alguns erros cometidos pelos… cientistas. Na área da astronomia. É engraçadinho e, para quem não entende nada, uma mão na roda. E por inúmeras vezes, interpretações errôneas de fenômenos naturais conduziram o Homem a importantes acertos na história da ciência.Veja aqui algumas discusões bizarras como: o planeta Mercúrio gira em torno do Sol como bambolê; o planeta Terra recebe duas luas; e por ai vai como aparece na foto a lua de mercurio.